Na verdade, todos os santos foram imperfeitos. No entanto, no fundo da alma, todos nós gostaríamos de ser perfeitos, fazer tudo certinho, tirar as melhores notas, ter mil amigos, ajudar todas as pessoas.
Gostaríamos de amar de forma perfeita, sem lacunas, sem erros; brilhar sem nuvens para atrapalhar a vida. Água cristalina, ar puro. Mas não podemos. E rebelamo-nos diante desta incapacidade da alma de fazer tudo perfeitamente.
Mas, então, por que é que Deus nos pede para ser perfeitos? "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito"...
O convite à perfeição é um convite ao amor, a um amor perfeito. A misericórdia é a única coisa que podemos imitar de Deus. Não podemos ser perfeitos como Ele, porque somos limitados, criaturas, criados, com fraquezas e muitos defeitos.
A nossa limitação humana leva-nos a rebelar-nos frente a Deus. Porque gostaríamos de ser como Ele: perfeitos, omnipresentes, sábios. O Pe. Kentenich dizia: "Muitas vezes, o que impede a ação da graça divina na nossa vida não são tanto os nossos pecados ou erros, mas a falta de aceitação da nossa debilidade, todas essas rejeições mais ou menos conscientes do que somos e da nossa situação concreta".
Por isso, sabemos que aceitar as nossas fraquezas e defeitos é o primeiro passo rumo à santidade, à perfeição no amor. É isso que Deus quer. Porque na nossa debilidade está a porta de entrada pela qual Deus chega à alma.
Aceitar que não podemos controlar tudo na vida, que não podemos amar com todas as nossas forças, com um amor sem medida. Comprovamos os nossos defeitos e entristecemo-nos nos nossos fracassos.
Mas o Senhor ama-nos assim como somos. E quer que aprendamos a amar mais, com toda a alma, sem medo
Nós queremos Criar Asas...
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