sexta-feira, maio 10, 2013

Um Sopro de Deus


Evangelho segundo S. João 14,23-29
Respondeu-lhe Jesus: «Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada.
Quem não me tem amor não guarda as minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas é do Pai, que me enviou».
«Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse.»
«Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde.
Ouvistes o que Eu vos disse: 'Eu vou, mas voltarei a vós.' Se me tivésseis amor, havíeis de alegrar-vos por Eu ir para o Pai, pois o Pai é mais do que Eu.
Digo-vo-lo agora, antes que aconteça, para crerdes quando isso acontecer.


«O Defensor, o Espírito Santo [...], há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse»

Cristo parte para junto do Pai, mas não nos abandona. Nem nos deixa apenas a Sua palavra. Nas suas últimas visitas aos apóstolos, além de dar provas da Ressurreição, promete-lhes a vinda do grande defensor, o Espírito Santo!
Cristo ressuscitado, como que dando início a uma nova criação, «traz» aos Apóstolos o Espírito Santo. Trá-Lo à custa da Sua «partida». É em virtude da mesma crucifixão que Ele lhes diz: «Recebei o Espírito Santo».

Estabelece-se assim uma intima ligação entre o envio do Filho e do Espírito Santo. Não existe envio do Espírito Santo sem a Cruz e a Ressurreição: «Se Eu não for, não virá a vós o Consolador» (Jo 16,7). Estabelece-se também uma íntima ligação entre a missão do Espírito Santo e a missão do Filho na Redenção. Esta missão do Filhos, num certo sentido, tem o seu «cumprimento» na Redenção. A missão do Espírito Santo «vai retirar» algo da Redenção: «Ele receberá do que é Meu para vo-lo anunciar» (Jo 16,15). A Redenção é totalmente operada pelo Filho, como Ungido que veio e agiu com o poder do Espírito Santo, oferecendo-se por fim em sacrifício supremo no madeiro da Cruz. E esta Redenção é, ao mesmo tempo, constantemente operada nos corações e nas consciências humanas - na história do mundo - pelo Espírito Santo, que é o «outro Consolador» (Jo 14,16).

Retirado do comentário do Beato João Paulo II

         Nós queremos Criar Asas...

Sem comentários:

Enviar um comentário