Um
Deus comerciante, fazendo-lhe novenas, promessas e velas para obtermos aquilo
que desejamos?
Um
Deus polícia que nos obriga a ter medo porque castiga?
Um
Deus sádico que gosta de nos ver a sofrer? Um Deus relojoeiro que criou o mundo
para o abandonar?
Um
Deus refúgio fabricado à nossa imagem como amuleto?
Um
Deus tapa-buracos só para certas ocasiões? Um Deus paternalista, idoso, de
barbas brancas à espera da morte?
Deus acompanha o seu povo.
Israel,
nas suas origens mais remotas, parece ter venerado um Deus da tenda, que não
tinha lugar definitivo, mas acompanhava o seu povo para todo o lado. Yavé é um
Deus que acompanha, abrindo a estrada para o futuro. Yavé é aquele que
desinstala o seu povo do presente em vista de um futuro com mais sentido.
O
Evangelho de João refere-se assim a Deus: “O Verbo fez-se homem e pôs a sua
tenda entre nós” (Jo 1, 14).
Deus
liberta-nos de falsos deuses. Deus
é o Senhor. Esta afirmação encontra-se presente no Antigo Testamento e no Novo
Testamento e indica a relação de Deus com a criação e com a história.
Deus
não tem rivais. Os ídolos ou deuses são aqueles que passaram de relativos a
absolutos.
Quem
aceita Deus afasta necessariamente todos os falsos absolutos: poder, riqueza,
prazer. A expressão “ninguém pode servir dois senhores” é uma proclamação da
libertação humana.
Deus é amigo. Quer os homens irmãos. Conhece-me. Chama pelo meu nome. Tem muito amor para dar.
Nós queremos Criar Asas...
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