quinta-feira, janeiro 31, 2013

Qual é o meu Deus?



Um Deus comerciante, fazendo-lhe novenas, promessas e velas para obtermos aquilo que desejamos?

Um Deus polícia que nos obriga a ter medo porque castiga? 
Um Deus sádico que gosta de nos ver a sofrer? Um Deus relojoeiro que criou o mundo para o abandonar?

Um Deus refúgio fabricado à nossa imagem como amuleto?

Um Deus tapa-buracos só para certas ocasiões? Um Deus paternalista, idoso, de barbas brancas à espera da morte?


Deus acompanha o seu povo.


Israel, nas suas origens mais remotas, parece ter venerado um Deus da tenda, que não tinha lugar definitivo, mas acompanhava o seu povo para todo o lado. Yavé é um Deus que acompanha, abrindo a estrada para o futuro. Yavé é aquele que desinstala o seu povo do presente em vista de um futuro com mais sentido.

O Evangelho de João refere-se assim a Deus: “O Verbo fez-se homem e pôs a sua tenda entre nós” (Jo 1, 14).

Deus liberta-nos de falsos deuses. Deus é o Senhor. Esta afirmação encontra-se presente no Antigo Testamento e no Novo Testamento e indica a relação de Deus com a criação e com a história.

Deus não tem rivais. Os ídolos ou deuses são aqueles que passaram de relativos a absolutos.

Quem aceita Deus afasta necessariamente todos os falsos absolutos: poder, riqueza, prazer. A expressão “ninguém pode servir dois senhores” é uma proclamação da libertação humana.


Deus é amigo. Quer os homens irmãos. Conhece-me. Chama pelo meu nome. Tem muito amor para dar
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          Nós queremos Criar Asas...

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