Um dia S. Pacómio teve
um sonho. Viu uma imensa caverna às escuras. Nela vagueavam seres humanos às
apalpadelas, aos encontrões, insultando-se e procurando a saída.
De repente, apareceu
um desconhecido que acendeu uma pequena luz. Apesar de minúscula, todos a viram
no meio dessa escuridão e colocaram-se em fila atrás dessa pessoa.
Eram muitos e a luz
era pequenina. Por isso, não conseguiam ver o caminho de saída. Continuavam
cada vez mais perdidos.
Finalmente,
encontraram uma solução muito simples: deram-se as mãos.
Agarrados uns aos
outros, dando-se as mãos, e seguindo quem ia à frente, conseguiram chegar à
saída. Ao ver a luz do sol, sentiram enorme alegria. Estavam salvos.
A escuridão desta caverna, na qual estavam as pessoas
envolvidas nas trevas, pode representar, por exemplo, a sociedade em que todos
nós vivemos. De facto, neste mundo que é o nosso, há gente mergulhada na
escuridão da indiferença de uns para com os outros, do individualismo, do
egoísmo, da violência.
Jesus Cristo apresentou-se às multidões dizendo solenemente:
“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não anda nas trevas”. Seguem-no os que
escutam e praticam o seu mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos
amei. Digo-vos isto para que a vossa alegria seja completa”. Quem não ama, anda
nas trevas.
Um bom motivo para ser cristão é a certeza de que temos uma
luz a guiar-nos na noite deste mundo. Ninguém gostará de andar pela vida sem
rumo. Felizmente, temos uma luz brilhante que é Jesus Cristo. Dando-nos as
mãos, amando-nos uns aos outros, seguindo os caminhos do seu Evangelho,
chegaremos à felicidade, à luz sem fim.
Nós queremos Criar Asas...
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