Esta
é a história do menino que vivia num asteróide, com os seus vulcões em
miniatura e a sua linda rosa vermelha, e usava um longo cachecol a flutuar ao
vento. Um dia ele resolveu viajar e visitou a Terra onde encontrou um grande
amigo, que depois contou a história desse menino.
Porque
mesmo se te causar alguma estranheza ou te parecer enigmática, esta história
revela-te um segredo muito simples e ao mesmo tempo muito sábio: é que as
coisas mais importantes são muitas vezes invisíveis para os olhos - só com o
coração é que podemos vê-las!
Todos os dias eu ficava a saber mais qualquer coisa sobre o planeta do principezinho, sobre a sua partida, sobre a viagem. Eram coisas que emergiam devagar, ao sabor dos pensamentos dele. Assim, no terceiro dia, soube da tragédia dos embondeiros.
Mais uma vez graças à ovelha. Parecia assaltado por uma grande dúvida quando me perguntou de repente:
- É mesmo verdade que as ovelhas comem arbustos, não é?
- É, sim senhor.
-Ainda bem!
Não percebi porque havia de ser tão importante que as ovelhas comessem arbustos. Mas o principezinho ainda não estava satisfeito:
- Então, elas também comem embondeiros?
Lembrei-lhe que os embondeiros não são arbustos, mas árvores da altura de uma igreja e que, mesmo se ele arranjasse uma manada de elefantes, a manada inteira não dava conta de um único embondeiro. (…) De facto, como em todos os planetas, no planeta do principezinho havia ervas boas e ervas daninhas, e, logo, sementes boas de ervas boas e sementes daninhas de ervas daninhas. Mas as sementes são invisíveis. Dormem no segredo da terra até que uma lhe dê para acordar… Então, espreguiça-se e começa a lançar timidamente um rebentozinho inofensivo e encantador em direção ao Sol. Se é um rebento de rabanete ou de roseira, pode crescer à vontade. Mas mal se perceba que é de uma planta daninha, é preciso arranca-la imediatamente. No planeta do principezinho havia umas sementes terríveis… eram as sementes de embondeiro. O solo estava infestado delas. Ora, se só se reparar num embondeiro quando já for bastante grande, nunca mais ninguém se vê livre dele. Atravanca o planeta todo. Esburaca-o com as raízes. E um planeta muito pequeno com muitos embondeiros acaba fatalmente por explodir.
«É uma questão de disciplina», dizia-me, dias depois, o principezinho. «De manhã, quando nos levantamos, lavamo-nos e arranjamo-nos, não é? Pois lá também é preciso ir limpar e arranjar o planeta.»
O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry
Todos temos sementes dentro de nós, boas e más, que dão origem
a plantas, boas e más. Podemos não saber que as temos, mas elas estão lá,
adormecidas, à espera de acordar.
Essas plantas, sentimentos, têm que ser tratados de acordo
com a semente de onde nascem. Se for boa, à que cuidar dela, ajudar a ganhar
raízes e a crescer. Eventualmente, quem sabe, até dá frutos...
Já os maus sentimentos, esses não precisam de ajuda. Pelo contrário, se não tivermos o cuidado de os cortar à nascença, cobrem-nos e abafam-nos com a sua má influência!
Já os maus sentimentos, esses não precisam de ajuda. Pelo contrário, se não tivermos o cuidado de os cortar à nascença, cobrem-nos e abafam-nos com a sua má influência!
Depois
de cuidarmos do nosso interior, temos que cuidar do interior do que nos rodeia.
Ajudar as sementes boas dentro do nosso próximo a crescer, e ajudá-lo a arrancar
as plantas más, para que não o prejudiquem.
«Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos»
Nós queremos Criar Asas...
Esta passagem fez me recordar a história que um avô contava a seu neto sobre os dois “lobos” que habitavam dentro dele. E disse ele ao neto; há dois lobos que me tentam dominar.
ResponderEliminarUm é Mau. Seus dentes são fortes como raiva, inveja, ciúme, tristeza, cobiça, orgulho, superioridade.
O outro é Bom. Seu olhar é forte como alegria, esperança, serenidade, paz, humildade, empatia, bondade, generosidade, verdade, perdão, compaixão, harmonia e fé.
Então o neto perguntou ao avó que lobo vencia esta batalha, ao qual o avô reponde, “Aquele que você alimenta”.
Pois bem nós não somos perfeitos e temos nossos defeitos assim como nossas virtudes, importa é sabermos deixar as coisas boas darem fruto e não as coisas más.
Não julgues cada dia pela colheita que obténs, mas pelas sementes que plantas.
ResponderEliminarÉ engraçado perceber como, há cerca de 2000 anos atrás, Jesus nos dava ensinamentos tão ricos e tão capazes de vermos nele mensagens que se adequam de forma intemporal.
ResponderEliminarNuma das suas parábolas, Jesus lança sementes em vários terrenos. Umas caíam em terra fraca, sem sequer chegar a nascer. Outras em terra boa, mas mal começavam a “espreguiçar-se” eram cobertas por ervas más que as abafavam de imediato. E outras caíam em terra boa, mas mesmo estas precisavam de ser continuamente regadas para que dessem bom fruto.
Se esse terreno for o nosso coração, queiramos ser terra boa.
Saibamos regar as sementes para que ganhem raízes e brotem com vigor, e retirar as ervas daninhas. Digo, saibamos alimentarmo-nos da palavra e separar o trigo do joio.
Tudo isto parece palpável… Mas é tão invisível!
Queremos bons frutos, bons resultados, em todas as áreas da vida, mas nem sempre valorizamos as sementes. Lutamos com as consequências por termos sido pouco atenciosos com as causas. Se desejamos grandes realizações, não podemos desvalorizar os começos humildes. Quem é fiel no pouco será colocado sobre muito (Mt.25.21)
ResponderEliminarBeijinhos,
Isabel